domingo, 4 de julho de 2010

Assim eu fico bem!!!! - Outra historia de um rei....

Outra historia de um rei....
Em meu trabalho de consultório algumas historias surgem de uma forma natural, e quando isto acontece dou prosseguimento a elas pois sei que dentro do contexto que estou trabalhando elas vão ter um efeito muito produtivo.

Quero compartilhar uma destas que surgiu dentro de um contexto bem especifico e que eu sei que de alguma forma podem oferecer a você que lê este texto agora um momento de reflexão.

Uma pessoa me perguntou algo e instantaneamente esta historia surgiu... vamos a ela:

Certa feita num reino distante, um grande rei se pos a pensar...

E se eu pudesse estender o meu reinado além das minhas próprias fronteiras.

Se eu tivesse mais recursos, poderia fazer isto....

Seria possível conseguir isto..

Mas o rei olha para os recursos que tem e pensa:
E se eu saio para conquistar outros lugares e acabo gastando os recursos que tenho...

O rei então tem uma idéia..
Pedir aos seus súditos que ofereçam uma quantia ao rei..

E assim ele faz...
Reúne os seus súditos e pede a cada um 20 moedas de ouro...

Os súditos então vendem seus animais... grãos e com esforço conseguem levantar as 20 moedas exigidas pelo rei...

E no dia marcado lá estão os seus suditos...
Uma fila imensa se faz e um a um eles vão pagando sua divida... até que num determinado momento um deles entrega ao rei apenas 17 moedas de ouro..

O rei fica furioso e pergunta a ele:
Você é louco...
Você não entendeu que hoje você deveria me entregar 20 moedas de ouro...

Ele responde:
Sim meu rei eu entendi, mas possuo apenas 17 moedas de outro...

Você não me entendeu... eu exigo 20 moedas de ouro.. afinal você vive em meu reino minhas terras...
Sempre usufruiu de tudo em meu reino e agora que te peço algo você não faz...

Meu rei eu tenho apenas 17 moedas de ouro...

Você é louco.. ainda não entendeu... eu quero 20 moedas e não 17...

Diante da furia do rei o súdito pergunta a ele...

Meu rei... ainda tenho a roupa que está no meu corpo.. quando você me dá por ela...

O rei avalia suas roupas... as botas... e oferece então uma moeda de ouro...

O súdito aceita, retira todas as roupas, e nú recebe a sua moeda de ouro, que em seguida entrega ao rei dizendo...:
Pronto meu rei, agora você tem 18 moedas de ouro...

O rei fica mais furioso ainda... e diz..

Você só pode ser maluco... eu disse 20 moedas de ouro e você me entregou 18 apenas...

O sudito então diz ao rei...

Meu rei.. assim eu fico bem...., vira as costas e sai tranqüilamente....

O rei permanece furioso e vê atônito o seu súdito indo embora tranqüilamente....

Como fica o rei... e como fica o súdito....

Verifique... o que acontece com cada um deles...

Faça um comentário sobre o texto... e me escreva falando sobre outros temas...

J. Carlos Froes

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Projeção...
Outro dia conversava com alguém sobre projeção... o quanto projetamos no outro nossos desejos, anseios e vontades.

Se o outro não é capaz de nos dar aquilo que queremos e ou necessitamos, tudo isto ao final acaba por gerar uma insatisfação e um sentimento de frustração enorme.

Esta insatisfação talvez comece apenas como pequeno incomodo que aos poucos se torna uma indignação, ai sim a frustração e por fim... raiva.

As projeções são perigosas porque seguem sempre o rumo daquilo que é ilusório.


E quando elas se transformam em raiva, muito mais difícil de serem trabalhadas.

Há que se cuidar antes que isto aconteça.

E normalmente surgem vários questionamentos....:

Sera que ele não enxerga
?;
Será que não percebe... ?
O que eu posso fazer para que a pessoa possa perceber, enxergar... ?
Como devo fazer para resolver isto...?

Como responder a todas estas questões e acima de tudo o que fazer?

Simples e ao mesmo tempo complexo... Comece por você... o único caminho é este...

Verifique se o que você está exigindo está ao alcance do outro.

Verifique se esta não é uma exigência que hoje ele não pode cumprir...

Verifique se você pode viver sem isto ou com uma parte desta exigência...

Perceba se não é apenas uma projeção de algo seu...


Há uma historia que ilustra bem o perigo da projeção...

Certa vez um rei muito abastado resolveu construir um lindo castelo.. e forra-lo com espelhos...

No chão, nas paredes e no teto...

Não havia móveis... somente espelhos...

Sua idéia era de que as pessoas pudessem ir para lá para se admirarem...

Um lugar tão especial que uma pequena vela acesa no centro do castelo poderia ilumina-lo por inteiro...

Uma pequena luz se transformaria em algo muito poderoso...


Mas algo deu errado....
Uma noite um pequeno cão entrou neste castelo...

Ele se assustou com a quantidade de cães que haviam ali... e assim sentiu muito medo...


Ele latia e milhares de cães latiam... ele avançava e milhares de cães avançavam...


Seu medo que era pequeno no inicio se transformou em algo imenso...

Até que em um momento ele resolveu atacar.... e travou a maior e mais difícil batalha da sua vida...


No dia seguinte as pessoas que foram ao castelo encontraram aquele pequeno cão morto...


Ele perdera a batalha...


Retirado e adaptado do livro "Antes que você morra - Osho"


As pessoas muitas vezes espelham o que fazemos... e aquilo que projetamos só serve para cada um de nós...


Somente aquilo que é real nos leva a frente... tudo mais nos congela... ou nos leva por um caminho perigoso.

Não pelo outro, para mim..., por mim... sempre... Isto é real...


J. Carlos Froes

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Se você andar sempre pela mesma estrada... você chegará sempre no mesmo lugar...

Se você andar sempre pela mesma estrada... você chegará sempre no mesmo lugar...
Ao lermos esta frase a impressão que temos é de que ela é obvia demais.
Sim, pois quem anda por uma estrada... uma única estrada sempre chega ao mesmo lugar... isto mais do que uma frase é acima de tudo uma grande afirmação.
E o que são as afirmações se não algo que é obvio, porém o obvio nem sempre é tão obvio.
Se sabemos disto por que muitas vezes caminhamos sempre pela mesma estrada.
Porque muitas vezes não tivemos opção, não encontramos um retorno, desvio, bifurcação ou seja lá qual for o saída que mude o nosso movimento ou nos tire dela.
Mas num determinado momento surge uma opção, uma possibilidade se apresenta! E se ai então seguimos, é por que no fundo, mesmo que ainda não nos
tenhamos dado conta disto, ganhamos algo.
Cabe aqui uma observação, nem sempre aquilo que ganhamos necessariamente é algo bom, mas certamente pode ser algo que nos alimenta.
Algo com o qual se pode receber algum tipo de carícia ou reconhecimento, mesmo que negativo.
A priori isto aparece como algo conflitante, e ao nos aprofundarmos na questão, veremos que é isto mesmo, Conflito.
Imagine alguém que tenha aprendido a receber carinho e reconhecimento na dor, no desapontamento, na angustia, ou em algo que para esta pessoa é negativo.
Porque ela insiste em fazer sempre do mesmo jeito... Porque ela se alimenta.
Pense agora se isto não acontece conosco em diversas situações.
E é aqui que podemos então discutir um pouco sobre o que é ilusão e esperança.
Você já pensou em qual é a diferença entre ilusão e esperança.
As duas são muito parecidas... sim qual a diferença entre ilusão e esperança...
Ilusão é algo que talvez nunca aconteça...
Esperança também...
Mas o que muda....

Quero oferecer a você agora uma pequena história... sistêmica que pode nos ajudar a refletir sobre esta questão...

Meu destino é carregar algo.....
Havia um pequeno jumento que desde muito cedo foi talhado para o trabalho pesado... forçado...
Desde pequeno ele ouviu do seu dono elogios somente nos momentos em que ele estava CARREGADO...
Como você é bom...
Você é o melhor companheiro para mim....
Você carrega minha carga e isto me alivia... por isto eu te amo você...
Puxa como você é forte...
Sem você o que seria de mim...
Ele sempre carregado e o dono sempre se sentindo leve com a situação...
Nos momentos de descanso, o dono o deixava confinado e saia para sua vida..
Ele estava sempre com os seus... se divertia, passeava, vivia bem...
Nos momentos onde ele precisava de força... lá estava o seu fiel animal...
Assim a vida caminhava...
Juntos nesta caminhada um dia lá estavam eles por uma estrada a tanto trilhada...
Uma estrada longa.. bem longa....
Uma estrada difícil para ambos, cheia de pedras e obstáculos...
A estrada muito difícil, íngreme, mas com uma paisagem exuberante...
Lindos campos dos dois lados....
Campos e pastagens fartas, terra fértil, agua em abundância, sombra e tudo mais que se possa imaginar...
O jumento ali carregado se sentindo o mais nobre de todos...
Seu dono incansável nos seus elogios... mas leve, apesar de uma estrada difícil... ele estava muito mais leve, pois o seu valoroso animal carregava tudo.
Eis que num momento o dono morre.. e o pequeno animal segue carregado pelo mesmo caminho....
Cumpre assim o seu destino...
Ele percebe que algo aconteceu ao seu dono....
Ele havia parado na estrada... mas ele sabia que se continuasse com a carga, esta seria a melhor maneira de honrar ao seu dono...
E assim ele segue... cumprindo seu destino...
Muitas léguas a frente um outro jumento que pastava tranqüilamente no campo... olha para aquele que vem carregado...
O que está carregado percebe o outro também....
O que está carregado pensa... Ele não sabe o que é honrar alguém....
E o que pasta tranqüilamente pensa....

EU ESTOU BEM AQUI.....

Quando tempo este valoroso animal caminhou com esta carga já não sabemos...

Bem e agora talvez valha a pena perceber qual é a pequena diferença entre ilusão e esperança...
Ação....
Boa reflexão....

Obrigado por visitar meu blog... e aguardo seus comentários...
José Carlos O. Froes
A metáfora acima é uma adaptação livre de uma metáfora escrita por Bert Hellinger no seu livro "No centro sentimos leveza"

sexta-feira, 19 de março de 2010

Leader Training - Trabalhando as memórias e emoções...

Memórias e Emoções no Leader Training - Um programa de autodesenvolvimento
Em um dos posts na série sobre mudanças, discutimos como as memórias interferem diretamente no comportamento do indivíduo.

Em mecânica estudamos algo que chamamos de caminho preferencial, um caminho que ofereça a menor resistência.

Podemos utilizar isto como um ponto de partida para algo.

Nossas memórias agem diretamente sobre os caminhos preferenciais em nosso cérebro, ou seja toda vez que algo acontece e que se aproxima de uma referencia vivida ou sentida a ação é a mesma já conhecida.

O comportamento suas preferências e características determinantes para a formação da sua personalidade não nascem de algo criado ou inventado.

Nascem de algo que foi sentido ou vivido. A forma como sentimos e ou vivemos algo pode ser determinante e logicamente a compreensão de algo tem a ver também com a nossa experiência bem como aquilo que determinamos chamar de vivencia.

Vivencia seria um conjunto de pensamentos, sentimentos e sensações que de alguma forma se encontram agrupados e organizados em um determinado período de nossas vidas.

Logicamente que a compreensão, ligada a experiência ou a vivencia tem a ver também com o momento de vida que atravessamos.

Não podemos esperar que uma criança reaja a um fato da mesma forma que um adulto, sendo assim no momento em que um trauma ou evento equivalente aconteçe sua chamada compreensão se determinará de uma maneira bem distinta.

O que que quero dizer com isto fundo, é que aquilo que causa um trauma terá uma compreensão diferente em cada fase da vida.

Sendo assim quando trabalhamos com um evento traumático aquilo que determinará sua intensidade é a carga emocional que é colocada sobre o evento.

Esta carga emocional eventualmente pode ou não gerar padrões de comportamento nocivos à pessoa, dependendo da forma como ela trabalha a questão.

Sendo assim podemos deslocar um evento traumático através do tempo utilizando desta compreensão, visto que para esta vivência o tempo pouco importa.

A ação do tempo sobre a memória vem sendo estudada desde a época de Breuer e Freud:
A desproporção entre a duração de muitos anos do sintoma histérico e a ocorrência isolada que o provocou, é o que estamos invariavelmente habituados a encontrar em neuroses traumáticas. Com grande freqüência, é algum fato da infância que estabelece um sintoma mais ou menos
grave que persiste durante os anos que se seguem.
(Breuer, J. & Freud, Sobre os mecanismos psíquicos dos fenômenos histéricos: comunicação preliminar, 1893, p.44.)

Se tomarmos as ultimas pesquisas sobre a memória percebemos que elas são arquivadas através dos sentimentos.

O conjunto pensamento, sentimento e sensações se torna então algo como um registro holográfico através do qual podemos fazer uma leitura do todo através de um fragmento.

Desta maneira ao trabalharmos com um fragmento deste registro há a possibilidade de se ressignificar o evento segundo a vivencia do agora, ou seja, algo do passado pode ter um novo significado a partir deste trabalho.

Um novo olhar sobre algo sempre abre uma nova possibilidade, e isto que vivencia o LT pode dar como um tetemunho.

Não do que ouviu, mas do que viveu.... e o que foi possível através disto.

Agora quero pedir algo, que tal um registro vivo seu... deixe um comentário... ele será muito bem vindo, por mim e pelos outros que acompanham este blog.

J. Carlos Froes